Princípios do Tratamento da Dependência Química – Tem como vencer?

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Conheça alguns pontos importantes que um Tratamento Drogas deve abordar. Assista a um vídeo explicativo e oriente-se a buscar a melhor saída em tratamento drogas.

Existem alguns princípios básicos quando falamos em tratamentos de drogas. Para o tratamento da dependência química deve-se ter várias abordagens e indicar a melhor forma de se tratar cada paciente.

Tratamento da Dependência Química

O tratamento deve estar disponível, com uma facilidade para obter o serviço, fim de evitar desistências do tratamento voluntário.

O tratamento também deve sempre atender as várias necessidades de cada paciente, não apenas afastando-o da droga em si, mas cuidando de modo geral sua auto afirmação, facilitando uma reintegração a sociedade longe das drogas.

Tratamento-da-Dependência-Química

Tratamento de Drogas. Voltando à Vida

O Tratamento de Drogas é o primeiro passo em busca da reabilitação total do usuário de drogas. O dependente deve entender que necessita de ajuda. Confira dicas.

O primeiro e, certamente, o maior dos passos em direção à libertação do mundo das drogas está na aceitação do tratamento de drogas por parte do usuário.

Na grande maioria das vezes esse momento chega quando o dependente já está no fundo do poço, não aguenta mais e já perdeu até a vontade de viver. Endividado, sem amigos, sem emprego, sem futuro, com a alma estraçalhada pelas loucuras que cometeu em nome da droga sente que está ali a linha tênue que o separa da morte.

É uma luta contra si mesmo que ele precisa vencer.

Aquele motivo que desencadeou a dependência química, seja ele a curiosidade, a depressão, a necessidade de se enturmar, o abandono ou qualquer outro, deve ser destruído de uma vez por todas. O dependente deve se reconstruir, recuperando sua autonomia e se devolver o poder e o desejo de batalhar seu próprio futuro.

Atualmente fala-se em fatores de proteção contra as drogas e a família é, dentre estes, um dos mais decisivos. É na família que são formados os alicerces da educação do ser humano. No cotidiano do tratamento a família precisa rever sua atuação na vida daquele dependente e, se necessário, corrigir algumas atitudes.

A aproximação, o diálogo, o afeto e o disciplinamento precisam ocorrer durante e principalmente após essa fase. A família precisa considerar que a grande maioria dos jovens, grupo que predomina nas estatísticas referentes aos usuários de drogas, é perfeitamente influenciável e estão com seu caráter e personalidade em fase de formação.

Inúmeras dúvidas e medos permeiam a cabeça de um adolescente. Eles oscilam entre a posição de melhores do mundo, fortes, inteligentes, capazes de derrubar sozinhos um exército inteiro, capazes de mudar opiniões, capazes de mudar o sistema, de mudar até o mundo e a posição de oprimidos, mal compreendidos, sofredores, alvos e vítimas do universo.

Conhecer, compreender e canalizar esses sentimentos é papel irrevogável da família. Esta, com todo carinho e afeto conseguirá estabelecer laços de confiança que farão com que o dependente químico entenda e aceite que ele precisa de ajuda.

A dependência grave, quando o usuário já estabeleceu com a droga uma relação obsessiva, que ultrapassa todos os limites da razoabilidade e da racionalidade, exige internação numa clínica especializada para que o tratamento de drogas obtenha sucesso.

O dependente químico precisa compreender ainda que nenhum ser humano está sozinho no mundo, de modo que suas ações não só interferem como tornam os membros familiares vítimas e codependentes das drogas.

Com cuidado é necessário fazer com que o usuário enxergue que os prazeres decorrentes das drogas são muito superficiais e tragicamente efêmeros, passageiros, como um tornado, mas que nunca se vai sem deixar uma catástrofe. A catástrofe da realidade em que o dependente está inserido.

A realidade das drogas é muito mais negra do que se pode prever em meras palavras, é um buraco escuro, onde não se pode ouvir nada ou ver alguém. Em geral, mal se pode raciocinar. É onde, na esmagadora maioria das vezes, pode se encontrar também roubo, assassinato, doenças, prostituição, armas, e claro, dor, ódio e um grande vazio.

Essa dolorosa realidade o usuário só descobre na prática, depois de anos de uso que fatalmente passaram em branco aos olhos dos pais.

Há quem defenda que quando os pais desconfiam que seus filhos estão usando drogas, já se passaram pelo menos 5 anos desde o dia em que começaram a utilizá-la! Mostrar essa realidade dolorosa mais cedo ao dependente pode ajudá-lo a tomar a decisão mais acertada para sua vida: a de se tratar.

Às vezes a vergonha por ter trago tanto sofrimento à família e a outros, a tristeza pelos erros cometidos, o medo do julgamento e a culpa podem impedir a busca de um tratamento de drogas. O jovem, frequentemente, se vê sem saída e acha que tudo já está perdido, que aquele longo e deturpado caminho não tem volta.

A família precisa perdoá-lo e, o mais importante, ajudá-lo a conseguir perdoar a si próprio. É como dar um novo caderno para escrever uma nova história, é uma nova chance. Nesse momento é necessário trabalhar a auto-estima, a fé, a crença, pois somos todos humanos, precisamos nos sentir amados, importantes, aceitos.

É a nossa mente que nos comanda e sua saúde que dita a direção. Com amor e confiança restabelecidos fica mais fácil discernir o certo do errado e avaliar o que realmente o faz bem, o edifica e engrandece. Aos poucos o jovem pode readquirir sua independência novamente, vai se sentindo mais seguro, sabe o que quer e tem a certeza que não irá vacilar, pois aquele fator motivador não existe mais, aquela vida velha deixa de fazer sentido.

Ainda falta um ingrediente muito difícil para quem não está vivendo aquela situação na pele do dependente, mas que se faltar, não será possível avançar: o respeito. Respeito à dor, à fraqueza, às limitações físicas e psicológicas do outro.

O peso para quem olha a carga do lado de fora é sempre muito menor do que para quem sofre dentro de um momento tão desconexo.

Após o tratamento, que se iniciou por força da dor ou pelo poder do diálogo, algumas mudanças são indispensáveis para o seu sucesso: troca do ambiente social anteriormente frequentado, afastamento total de antigas amizades, substituição das fontes de prazer, definição de novos objetivos e é claro, aumento do diálogo familiar.

Afastar-se das tentações e encontrar novos prazeres como a prática de esportes, por exemplo, podem ajudar muito. Além disso, como as metas movem o ser humano, estabelecer novos desafios pode mudar o foco e trazer vontade de viver nesse novo momento: estudar, trabalhar, namorar, orar são ações que vão mostrando ao jovem que existe um outro mundo, muito melhor, mais saudável, sem dor e com prazeres duráveis e compatíveis com uma consciência limpa, impossível naquela velha vida louca.

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