O fantástico Drauzio Varella verdades e mentiras sobre as plantas medicinais

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Lobby das Indústrias Farmacêuticas na Televisão‏. O Fantástico, Drauzio Varella, as plantas medicinais e o lobby da indústria farmacêutica Dr. Marcio Bontempo. Hoje o texto esta em negrito para realmente chamar atenção.

Drauzio Varella verdades e mentiras

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1 – O Ministério da Saúde criou em 2006 o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) baseado principalmente em estudos da Universidade do Ceará que criou as Farmácias Vivas. Esse programa estimula o estudo das plantas medicinais de forma séria e tem dado bons resultados.

2 – A Organização Mundial da Saúde recentemente reconheceu não só o PNPMF do Ministério da Saúde do Brasil como tem recomendado o uso generalizado de fitoterápicos ao redor do mundo. Em sua nova política, a OMS recomenda aos países membros o uso de recursos mais simples, menos danosos à saúde, mais baratos, inofensivos, cientificamente comprovados e estudados.

Acho que a recomendação da OMS é um pouco maior do que os gritos desesperados de um médico e uma emissora de televisão.

3 – Em maio de 2010, no XX CONGRESSO PAN-AMERICANO DE FARMÁCIA e XIV CONGRESSO DA FEDERAÇÃO FARMACÊUTICA SUL-AMERICANA, os integrantes redigiram a “Carta de Porto Alegre“, onde representantes de todos os países da América do Sul recomendam o estudo sério e o uso cada vez maior das plantas medicinais. Os profissionais de Farmácia reconhecem a realidade das plantas medicionais.

Obviamente esses fatores reduziram sensivelmente a possibilidade de grandes contratos de fornecimento para o governo e deram muita credibilidade às plantas medicionais e aos fitoterápicos. O mercado para a indústria farmacêutica se reduz, à medida que as pessoas preferem experimentar o chá de boldo antes de comprar um anti-ácido.

Farmacêutica preocupada com a PNPMF – Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterapia, do Ministério da Saúde (que foi lançado em 2006 por Lula e autoridades) e assim eles mobilizam a mídia.

O Dráuzio talvez nem saiba que está sendo usado, porque ele faz pesquisas sérias sobre os efeitos anticancerígenos de muitas plantas. A preocupação dele é basicamente o uso irresponsável de plantas e fitoterápicos.

Claro que dói ver na matéria o excesso de pressão sobre os “perigos” das plantas, inclusive a babosa. Certamente que cuidados são necessários com as plantas, mas muito, muito, muito mais cuidados precisamos ter com os medicamentos e isso não aparece nessas matérias tendenciosas.

As autoridades sanitárias são permissivas, em sua subserviência aos interesses da indústria lobista dos remédios (que fatura 600 bilhões de dólares anualmente no mundo), pois permitem propaganda de remédios na TV, etc.

Isso é ridículo, pois, até onde se sabe, propaganda é para incentivar o consumo. E depois a propaganda termina com a frase infame: “Ao persistirem os sintomas, um médico deve ser consultado”, como se um leigo soubesse quando deve exatamente procurar um médico numa situação, por exemplo, de uma dor de cabeça antiga, que pode ser um tumor em crescimento.

Isso é nitidamente para proteger a indústria farmacêutica e incentivar a produção e o lucro. Esses mesmos interesses que alimentam os cartéis no Congresso Nacional, vacinando parlamentares e financiando tanto campanhas como muitos mandatos, são aqueles que permitem aberrações, como o caso do Viagra (agora mais barato) um medicamento que pode matar, causar danos terríveis ao coração e ao cérebro (é só ler a bula), que deveria ser tarja preta, receitado apenas por médico, mas que QUALQUER UM, INCLUSIVE JÓVENS PARA AUMENTAR A PERFORMANCE SEXUAL OS MAIORES FREGUESES DA DROGA.

PODEM ADQUIRIR SEM RECEITA ALGUMA.

Por que essa situação?

A resposta está na mesma esfera dos motivos que criam programas tendenciosos assim. Quero ver o Fantástico fazer uma matéria contra isso, o caso do Viagra. Não fazem! O recente escândalo do Viox, um antiinflamatório (que diga-se de passagem, intoxicava e pouco funcionava), foi lançado pela indústria farmacêutica com grande alarde, com bilhões em investimento, para depois de alguns meses sair do mercado porque estava matando gente do coração!

E todos os anos a indústria farmacêutica e a Anvisa retiram dezenas de medicamentos do mercado.

Então estamos sob risco, porque a pergunta que não quer calar é: quantos dos remédios que nós médicos estamos receitando e as pessoas comprando livremente nos balcões de farmácia, ou mesmo recebendo do SUS, não serão, um dia, retirados por ter se descoberto que produzem danos. O irônico é que muitos remédios saem de circulação e são proibidos, muitas vezes, não porque produzem danos, MAS PORQUE NÃO FUNCIONAM!!! Hilário… se não fosse triste.

E depois o programete da globo aponta que plantas não funcionam, apesar de pesquisas científicas sérias mostrarem o contrário.

E por falar em pesquisas, esses medicamentos que são retirados das prateleiras todos os anos, não passaram por pesquisas?

Passaram.

E são por essas pesquisas e experiências que o programete global diz que as plantas deveriam passar.

Então como fica a situação?

Sabemos que, a contar com a metodologia aplicada nas pesquisas científicas, os resultados podem ser usados para afirmar o que se queira, como o faz a indústria farmacêutica mundial. Uma coisa o Fantástico não mostra: os dados da Americam Medical Association apontando que morrem cerca de 170 mil pessoas nos EUA por causa da interação medicamentosa (um fenômeno produzido pelo consumo de vários remédios juntos pelo mesmo paciente), erro de tratamento e escolha errada do remédio..e por médico!

No Brasil acontece o mesmo, mas não temos estatísticas. Mesmo porque não interessa divulgar, pois somos o segundo maior consumidor de medicamentos do mundo! Também não se aponta que raras pessoas morrem devido ao uso de plantas medicinais.

Não há estatística porque o número de pessoas prejudicadas pelos fitoterápicos é irrisório. O paradoxo desse programa do Fantástico – é bom que a população saiba – é que a matéria reduz a importância das plantas (sob o pretexto de que podem fazer mal se mal utilizadas), quando o Brasil é a maior biodiversidade de plantas do mundo! E daqui saem, clandestinamente, milhões de toneladas de plantas e remédios da Amazônia. E é bom que a população saiba também, que cerca de 40% de todos os remédios de farmácia tem como base plantas medicinais ou derivados das mesmas.

Então como “não funcionam”?

Essa matéria, embora seja até útil para apontar alguns abusos e charlatanismos, da forma como aterroriza o telespectador em relação às plantas, vai na contramão das novas políticas públicas de saúde, que estão utilizando a fitoterapia na rede pública, com plantas estudadas profundamente pelo Ministério da Saúde e publicadas em manual científico.

Também está na contramão, porque existe a Portaria 971 do MS que contempla a fitoterapia e, mais do que isso, a própria Organização Mundial de Saúde (órgão máximo de saúde no mundo, muito maior do que qualquer emissora de TV), em sua nova política, recomenda aos países membros o uso de recursos mais simples, menos danosos á saúde, mais baratos, inofensivos, cientificamente comprovados e estudados, eficazes e mais identificados com a cultura milenar da humanidade, as plantas medicinais, tudo sintetizado no conceito da Medicina Tradicional.

Bem, certamente Dráuzio sabe disso e o que irrita, certamente, é ver um profissional do gabarito dele, um estudioso, estar sendo envolvido por essa situação. O magnífico trabalho dele na TV com o caso das grávidas contrasta com o atual, embora o clima do programa pareça de preocupação e de cuidado com a saúde pública. Mas estamos diante de uma revolução nos conceitos de saúde e esse programete (não o médico) não vai mudar nada.

Esse programete acabou com o confrei lembram?

E tenho pesquisas que provam o efeito dele), mas não tem poder para acabar com uma revolução na saúde, que é planetária. Afinal, assim como a saúde é maior do que a medicina, a consciência é maior do que a mídia.

E para aqueles que chamaram o Dr. Dráuzio Varella de “Mr. Magoo” da medicina, peço mais respeito, porque ele é meu colega na alopatia (também prescrevo remédios quando realmente necessários e sigo a propedêutica médica).

Todos têm o direito de ter conceitos divergentes e de cometer erros, mas ele, Dráuzio, tem um lado fortemente bem intencionado, assim penso e rezo. Dr. Marcio Bontempo Médico há 28 anos, clínico geral, homeopata, especialista em saúde pública, membro da Associação Brasileira de Nutrologia, palestrante, consultor científico e autor de 51 livros de sucesso. Presidente da Federação Brasileira de Medicina Tradicional, diretor do Núcleo de Saúde da União Planetária e diretor da ONG TerraBrazil!

Presidente da Associação Brasileira de Medicina Tradicional

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