Fim do Marketing Multinível no Brasil- Será verdade?

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Já é público e notório o que está acontecendo com o marketing multinível no Brasil. Depois do bloqueio das operações de Telexfree, BBOM, Blackdever e a Priples houve um frisson no mercado que até então navegava em águas tranquilas e a perspectiva é que haja outras ações de bloqueio de empresas fraudulentas se passando por mmn.

Será o fim do marketing multinível no Brasil?

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E isso nos remete a uma pergunta: qual será o futuro do marketing de rede no Brasil? Afinal, com esse clima de incerteza o trabalho neste campo fica muito prejudicado o que pode ocasionar uma certa rejeição por parte dos pretensos distribuidores. E mais: será o fim do marketing multinível no Brasil?

Caça às bruxas

Recentemente o Ministério Público criou uma força tarefa para investigar empresas suspeitas de atuarem no esquema de pirâmide financeira, prática ilegal no Brasil. E com o advento da famigerada e natimorta PEC 37 o MP precisa colocar suas barbas de molho e mostrar sua importância.

Particularmente, acho uma ação extremamente benéfica, pois houve uma proliferação de empresas de marketing multinível no País criadas sem muito controle, com produtos duvidosos e planos realmente insustentáveis.

Depois da “intervenção” do MP em algumas empresas o alvoroço tomou conta tanto das empresas quanto de seus distribuidores e colocou o mercado multinível no cenário nacional de forma negativa, infelizmente. Pois o que se vê é uma verdadeira caça às bruxas sem uma definição aparente e estamos todos à espera de qual empresa será alvo de bloqueio de cadastros, pagamentos, bens, etc.

Marketing multinível x pirâmide financeira

O fato é que tanto o MP quanto a justiça não demonstram saber quais diferenças concretas entre o MMN legítimo e uma pirâmide financeira disfarçada de MMN e estão se baseando em “indícios” diante de algumas informações como promessas de enriquecimento, rapidez nos ganhos, valores exacerbados, falta de foco no produto.

No entanto, de acordo com informações dos órgãos citados, há indicativos que pretendem dar um caráter de diferenciação. O discurso é que o produto é uma fachada para recrutar pessoas e por isso a empresa é uma pirâmide financeira.

Concordo que o produto é a mola mestra sim, isso é óbvio. Mas como definir que um produto é fachada, quais os critérios? É o conhecimento do distribuidor sobre ele? É o formato do produto, se é físico ou digital? É a demanda? Bem, não se sabe ainda até que as investigações resultem em decisões judiciais definitivas.

Produtos e formação de rede

Algumas dessas empresas dizem que o foco não era as vendas dos produtos, mas a formação de rede de pessoas. Ora, se não é a venda, então como pode o foco ser o produto? Simples: no marketing multinível o foco é o relacionamento, a rede e não o produto. E isso vale para toda empresa de MMN.

Isso evidencia que o marketing multinível nos moldes atuais está muito mais ligado a consumo pessoal dos distribuidores do que à venda direta em si.

Então, eu lhe pergunto: é mais vantajoso dispender um tempo para vender ou convidar pessoas para o negócio?

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O Tsunami dos bloqueios (e até prisões)

A tendência é que mais e mais empresas passem pelo crivo dos bloqueios judiciais, a onda está apenas começando. Além das 4 que já sofreram algum tipo de intervenção nos negócios como NNEX, WCM777, Multiclick Brasil, ADS Gold, Money Over Work e outras.

Vejamos os 4 casos concretos e vamos tentar traçar semelhanças que talvez serviram de molde para que o MP pedisse o bloqueio da justiça:

TELEXFREE

Telexfree foi fechado por ser pirâmide financeira, no sentindo da sustentabilidade e que ele mereceria alguns ajustes para que os divulgadores pudessem ter um negócio mais sólido nas mãos, principalmente em relação ao produto VOIP.

O argumento da justiça é que o número de linhas VOIP é superior aos habitantes do Acre e em breve superior à população do País, tornando-se algo insustentável.

BBOM

No plano os rastreadores tinha como comodatados pela própria empresa o que gerava comissões aos associados. O MP disse que os rastreadores não foram e/ou não estão sendo entregues e também que “o mecanismo de bonificação aos associados era calculado sobre as adesões de novos participantes. Quanto mais gente era trazida para a rede, maior era a premiação prometida.” (trecho em destaque retirado do site do MPF/GO)

Sob a entrega dos rastreadores existia uma falha realmente por parte da empresa que na época assumiu publicamente e se comprometeu em resolver o mais rápido possível, mas aí veio o bloqueio e o imbróglio judicial.

BLACKDEVER

Eu não conhecia muito bem o plano da Blackdever até poucos dias antes do bloqueio quando um amigo me convidou para uma apresentação. Não gostei e achei muito mirabolante na época fiquei esperando e de olho na ação do MP. Três dias depois a empresa foi suspensa.

A Blackdever comercializava cartões que seriam convertidos em descontos dentro de um site de compras. Segundo a justiça de minas gerais a empresa não tem autorização para comercializar cartões de crédito pré-pago.

PRIPLES

Essa empresa sofreu punição e dessa vez em caráter criminal. Os sócios da Priples, Henrique Maciel e Mirele Pacheco, foram presos no sábado (03/08) sob acusação de praticarem pirâmide financeira e crime contra a economia popular.

Realmente merecia uma intervenção severa, não sei se com a prisão dos sócios, mas o plano de negócios era totalmente sem nexo e, de fato, se assemelhava a um esquema piramidal.

ALGUMAS “SEMELHANÇAS” ENTRE ELAS

  • Nenhuma delas fez parte da ABEVD, associação que representa algumas empresas de vendas diretas e que tudo indica goza de muito prestígio diante do Ministério Público e Justiça. Lembrando não é nenhuma obrigação das empresas de mmn terem cadastro junto ao site da ABEVD.
  • Nenhuma exigia que os distribuidores tivessem produtos físicos em mãos para comercializarem.
  • Todas buscam formas de que o distribuidor possa recuperar o seu investimento e para isso criam mecanismos de recompensas recorrentes.

De volta ao marasmo do marketing multinível

Apesar das minhas críticas ao plano da Telexfree, é preciso admitir que a empresa foi responsável por estabelecer um novo marco no MMN, hoje não tenho dúvidas que o MMN no Brasil se divide em antes da Telexfree e depois da Telexfree. Antes, o marketing de rede era um grande marasmo, principalmente pelo fracasso retumbante de algumas empresas em terras brasileiras e por algumas empresas se resumir a pessoas que gostam apenas dos produtos e não fazem rede, pelo menos a maioria.

Se a intenção for realmente tentar eliminar planos que vão contra essa tradição jurássica do MMN tradicional, principalmente em relação ao produto digital que já é uma realidade, vide as apps que já movimentam bilhões em todo mundo, será um retrocesso sem precedentes e será um duro golpe no marketing multinível.

E poderá ser o fim do marketing multinível… Não um fim apocalíptico, mas um definhamento brutal e desconfiança generalizada ocasionando um recrudescimento no número de interessados em se associar a uma empresa. Poderemos, então, voltar ao marasmo…

Uma luz no fim do túnel

Embora não seja uma situação muito cômoda, as ações do Ministério Público poderão ser um divisor de águas no marketing de rede, pois assim poderemos ter uma distinção mais precisa entre as empresas legítimas e as ilegítimas.

Essas atitudes são muito positivas, pois já dão a demonstração da preocupação em manter o negócio sustentável e de acordo com os parâmetros exigidos por órgãos oficiais para que os associados possam trabalhar de forma tranquila, ainda que não haja regulamentação do multinível no Brasil.

Insegurança jurídica

Acredito que enquanto não houver um parecer oficial para delimitar o que o MP e a Justiça entendem de forma clara como marketing multinível verdadeiro.

O que falta tanto ao MP quanto à justiça é dar um norteamento do que é certo, afinal quem tem um conceito do que é errado deve ter por obrigação um conceito do que é correto, não é verdade? Somente dessa forma teremos segurança jurídica para atuar com multinível no Brasil.

E aí, será mesmo o fim?

Eu costumo ser o mais otimista possível em todas as situações e não quero acreditar que o Estado brasileiro vá fechar os olhos para projetos inovadores por causa de uma minoria oligárquica que está a frente do mercado há anos gerando frustração e prejuízo às pessoas.

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